Trabalhadores e trabalhadoras da Eletronorte no Pará entram em Estado de Greve contra a privatização

Trabalhadores irão fazer campanha para mostrar os prejuízos da privatização para o país

Escrito por: Fátima Gonçalves, CUT Pará  • Publicado em: 11/09/2017 - 14:42 Escrito por: Fátima Gonçalves, CUT Pará  Publicado em: 11/09/2017 - 14:42

Reprodução CUT Pará

Os trabalhadores e trabalhadoras da Eletronorte no Pará não só entraram em Estado de Greve como também aprovaram, por maioria, a contribuição extraordinária no valor de 2% do salário base pelo período de seis meses (setembro de 2017 a fevereiro de 2018) que será aplicada numa ampla campanha contra a privatização da Eletrobras e suas empresas, anunciada por Temer no último dia 21 de agosto.

A campanha envolverá toda a parte de marketing, com inserções de comerciais em TV, rádio, jornal, internet, além da produção de panfletos, cartazes e outdoors, que visam explicar à população brasileira que a privatização não vai melhorar os serviços prestados e nem reduzir as taxas.

No caso do Pará, a população sente na pele os efeitos da privatização das Centrais Elétricas do Pará (Celpa), feita em 1998 pelos governos tucanos. De lá para cá, de acordo com o Sindicato dos Urbanitários do Pará, a tarifa teve um aumento de 513% até o final de 2016, quase 300% acima da inflação no período que foi de 232%.Sem falar que a qualidade do trabalho piorou e isso se reflete no aumento de acidentes.

Além da campanha de marketing e comunicação, a categoria dos urbanitários vai também agir politicamente e duas ações estão previstas. Na próxima quinta-feira (14), às nove horas, na Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) será realizada uma sessão especial para debater a proposta de privatização da Eletrobrás, que terá a presença de dirigentes da Federação Nacional dos Urbanitários (FNU) e Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE). E, na sexta-feira (15), vai ocorrer o ato em defesa da Eletronorte, na avenida Perimetral, no bairro do Guamá, em Belém.

 A Eletrobras - A Eletrobras é formada por centenas de empresas que atuam em todas as três fases da cadeia produtiva do setor de energia elétrica (geração, transmissão e distribuição). São 233 usinas de geração de energia, além de seis distribuidoras (todas nas regiões Norte e Nordeste), e 61 mil quilômetros de linhas de transmissão, quantidade suficiente para dar uma volta e meia no planeta.

Dos 25.478.352 milhões de habitantes que vivem na Região Amazônica, segundo Censo 2010 do IBGE, mais de 15 milhões se beneficiam da energia elétrica gerada pela Eletrobras Eletronorte por intermédio de parques termelétricos e quatro hidrelétricas:  Curuá-Una  e Tucuruí, no Pará (a maior usina genuinamente brasileira e a quarta do mundo); Coaracy Nunes, no Amapá; e Samuel, em Rondônia.

 

 

 

Título: Trabalhadores e trabalhadoras da Eletronorte no Pará entram em Estado de Greve contra a privatização, Conteúdo: Os trabalhadores e trabalhadoras da Eletronorte no Pará não só entraram em Estado de Greve como também aprovaram, por maioria, a contribuição extraordinária no valor de 2% do salário base pelo período de seis meses (setembro de 2017 a fevereiro de 2018) que será aplicada numa ampla campanha contra a privatização da Eletrobras e suas empresas, anunciada por Temer no último dia 21 de agosto. A campanha envolverá toda a parte de marketing, com inserções de comerciais em TV, rádio, jornal, internet, além da produção de panfletos, cartazes e outdoors, que visam explicar à população brasileira que a privatização não vai melhorar os serviços prestados e nem reduzir as taxas. No caso do Pará, a população sente na pele os efeitos da privatização das Centrais Elétricas do Pará (Celpa), feita em 1998 pelos governos tucanos. De lá para cá, de acordo com o Sindicato dos Urbanitários do Pará, a tarifa teve um aumento de 513% até o final de 2016, quase 300% acima da inflação no período que foi de 232%.Sem falar que a qualidade do trabalho piorou e isso se reflete no aumento de acidentes. Além da campanha de marketing e comunicação, a categoria dos urbanitários vai também agir politicamente e duas ações estão previstas. Na próxima quinta-feira (14), às nove horas, na Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) será realizada uma sessão especial para debater a proposta de privatização da Eletrobrás, que terá a presença de dirigentes da Federação Nacional dos Urbanitários (FNU) e Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE). E, na sexta-feira (15), vai ocorrer o ato em defesa da Eletronorte, na avenida Perimetral, no bairro do Guamá, em Belém.  A Eletrobras - A Eletrobras é formada por centenas de empresas que atuam em todas as três fases da cadeia produtiva do setor de energia elétrica (geração, transmissão e distribuição). São 233 usinas de geração de energia, além de seis distribuidoras (todas nas regiões Norte e Nordeste), e 61 mil quilômetros de linhas de transmissão, quantidade suficiente para dar uma volta e meia no planeta. Dos 25.478.352 milhões de habitantes que vivem na Região Amazônica, segundo Censo 2010 do IBGE, mais de 15 milhões se beneficiam da energia elétrica gerada pela Eletrobras Eletronorte por intermédio de parques termelétricos e quatro hidrelétricas:  Curuá-Una  e Tucuruí, no Pará (a maior usina genuinamente brasileira e a quarta do mundo); Coaracy Nunes, no Amapá; e Samuel, em Rondônia.      



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