Petroleiros iniciam negociação para aprovar ACT que barra reforma trabalhista

Aditivo ao contrato de trabalho pode nortear negociação de outras categorias

Escrito por: Luiz Carvalho com informações da FUP • Publicado em: 14/09/2017 - 07:45 • Última modificação: 14/09/2017 - 07:59 Escrito por: Luiz Carvalho com informações da FUP Publicado em: 14/09/2017 - 07:45 Última modificação: 14/09/2017 - 07:59

Divulgação - Petrobrás


A Federação Única dos Petroleiros (FUP) inicia nesta quinta-feira (14) negociação com os gestores do Sistema Petrobrás do Termo Aditivo à Paula de Reivindicações que valerá entre os anos de 2017 e 2019.

O documento aprovado em assembleias convocadas por sindicatos da federação tem como ponto principal manter a negociação com a entidade como obrigatória para realizar mudanças como a contratação de terceirizados.

O termo proíbe, por exemplo, a contratação individual que estipule condições de trabalho, remuneração, jornada, vantagens, benefícios ou a gestão de pessoal sem respeitar o acordo coletivo de trabalho. Da mesma forma, caso o documento seja aprovado, não promoverão despedida em massa, nem rotatividade de pessoal, sem prévia negociação coletiva de trabalho.

Coordenador-geral da FUP, José Maria Rangel, acredita que a negociação dos petroleiros servirá como referência para a discussão das categorias em posterior campanha salarial e por isso a importância de conseguir aprovar as propostas na íntegra.

“Nossa pauta tem o poder de se sobrepor à Reforma Trabalhista e contrapor muitos dos retrocessos ali presentes. Sabemos da nossa influência e da nossa responsabilidade, até porque, seremos os únicos que irão negociar um acordo após a reforma”, disse.

Além dos pontos que serão levados à mesa de negociação, a FUP já conseguiu aprovar o desconto assistencial da categoria para subsidiar a luta sindical durante a campanha. A federação avalia que a privatização em curso no Sistema Petrobrás passa, necessariamente, pelo desmonte do Acordo Coletivo. Os ataques que já ocorrem, via reduções de efetivos e insegurança, tendem a se multiplicar, com a terceirização das atividades-fim. 

Para a entidade, a estratégia do atual presidente da Petrobrás, Pedro Parente, de prorrogar o acordo até 10 de novembro, véspera da entrada em vigor da Reforma Trabalhista, mostra que o objetivo da empresa é aderir à medida que só privilegia os patrões, com instrumento de terceirização sem limites e contratações com salários e outros benefícios rebaixados.

Título: Petroleiros iniciam negociação para aprovar ACT que barra reforma trabalhista, Conteúdo: A Federação Única dos Petroleiros (FUP) inicia nesta quinta-feira (14) negociação com os gestores do Sistema Petrobrás do Termo Aditivo à Paula de Reivindicações que valerá entre os anos de 2017 e 2019. O documento aprovado em assembleias convocadas por sindicatos da federação tem como ponto principal manter a negociação com a entidade como obrigatória para realizar mudanças como a contratação de terceirizados. O termo proíbe, por exemplo, a contratação individual que estipule condições de trabalho, remuneração, jornada, vantagens, benefícios ou a gestão de pessoal sem respeitar o acordo coletivo de trabalho. Da mesma forma, caso o documento seja aprovado, não promoverão despedida em massa, nem rotatividade de pessoal, sem prévia negociação coletiva de trabalho. Coordenador-geral da FUP, José Maria Rangel, acredita que a negociação dos petroleiros servirá como referência para a discussão das categorias em posterior campanha salarial e por isso a importância de conseguir aprovar as propostas na íntegra. “Nossa pauta tem o poder de se sobrepor à Reforma Trabalhista e contrapor muitos dos retrocessos ali presentes. Sabemos da nossa influência e da nossa responsabilidade, até porque, seremos os únicos que irão negociar um acordo após a reforma”, disse. Além dos pontos que serão levados à mesa de negociação, a FUP já conseguiu aprovar o desconto assistencial da categoria para subsidiar a luta sindical durante a campanha. A federação avalia que a privatização em curso no Sistema Petrobrás passa, necessariamente, pelo desmonte do Acordo Coletivo. Os ataques que já ocorrem, via reduções de efetivos e insegurança, tendem a se multiplicar, com a terceirização das atividades-fim.  Para a entidade, a estratégia do atual presidente da Petrobrás, Pedro Parente, de prorrogar o acordo até 10 de novembro, véspera da entrada em vigor da Reforma Trabalhista, mostra que o objetivo da empresa é aderir à medida que só privilegia os patrões, com instrumento de terceirização sem limites e contratações com salários e outros benefícios rebaixados.



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