Oficinas debatem mídia, internet e empoderamento das mulheres

Jornada reuniu extensa agenda de atividades e ações com debates e oficinas acerca de temáticas representativos às mulheres

Escrito por: Ascom CUT-PB • Publicado em: 23/03/2018 - 16:31 Escrito por: Ascom CUT-PB Publicado em: 23/03/2018 - 16:31

Emmanuela Nunes

Através das Secretarias de Comunicação e da Mulher da CUT, Cunhã Coletivo Feminista, Articulação de Mulheres Brasileiras e Intervozes, foram realizadas nos dias 21 e 22 as oficinas "Violência de Gênero na Internet” e " A imagem da mulher na mídia". Ambas as atividades foram construídas dentro da Jornada de luta das mulheres, em celebração ao mês de março.

A oficina "Violência de Gênero na Internet", que contou com a facilitadora Mabel Dias, do Coletivo Brasil de Comunicação Social (Intervozes) foi realizada na comunidade Vale das Palmeiras, no projeto social casa Lilás, no bairro do Cristo, na última quarta-feira (21) e debateu a evolução e disseminação das ‘novas tecnologias’ da internet e os riscos de violações, já que a comunicação digital tem sido também um espaço de violências contras as mulheres.

Para Mabel, as mulheres da Casa Lilás participaram bastante e puderam ter acesso a informações de como se proteger de violências que são cometidas contra as mulheres na Internet. Ela ainda destacou que diante a demanda colocada pela comunidade, outras oficinas serão realizadas como forma de ampliar e debater esse e demais temáticas dentro do ambiente comunitário.

Já na quinta-feira (22), foi a vez de discutir a imagem da mulher na mídia, oficina que foi realizada na sede da CUT-PB pelas facilitadoras Lúcia Figueiredo, secretária de Comunicação e Emmanuela Nunes, assessora de Comunicação da CUT-PB.

Na oportunidade, foi apresentada a identidade da mulher exposta pelos meios de comunicação, que fere e distorce a realidade da diversidade cultural, social e racial da mulher brasileira, onde se destacou que na mídia, o mito do belo se confunde com o estereótipo de beleza obrigatório.

Na primeira parte da oficina, foi mostrado que no cenário midiático a mulher é  colocada em um padrão modelo - alta, magra, cabelos lisos e loiros, heterossexual e jovem. A proposta era despertar o pensamento crítico das participantes e fazê-las questionar: o que há por trás disso?

A secretária de Comunicação da CUT-PB, Lúcia Figueiredo, revelou que é importante que as mulheres percebam a ausência de sua representação na mídia. “Como foi destacado na oficina, o olhar da mulher na mídia é destorcido, desfocado, porque é um olhar feito pelos homens, ou melhor, pelo capital, para as mulheres e não pelas mulheres, pois não retrata suas aspirações, seu pensamento, desejos e visão de mundo. Quem determina, na realidade, esse olhar, é o mercado”, explicou.

Segundo Lúcia Figueiredo, para sair desse ciclo não existe uma solução isolada, ou seja, por parte do movimento de mulheres, de profissionais da comunicação. A saída tem que ser coletiva. “A luta pela democratização dos meios de comunicação é um dos principais instrumentos, embora nessa atual conjuntura política de retrocessos em todas as áreas tenhamos que reinventar outras formas de combates e que a mulher, seja profissional de comunicação ou ativista social, tente ocupar a mídia alternativa, que também ainda é majoritariamente ocupada por homens em seus comandos”, concluiu.

Para a secretária de Mulher da CUT, Luzenira Linhares, a imagem distorcida que a mídia faz da mulher e essa ausência no comando dos veículos de comunicação também reflete em outros espaços de poder como na política, onde apenas 14% dos mandatos parlamentares são de mulheres.

De acordo com ela é fundamental que além de debates, as mulheres possam se engajar cada vez mais nos partidos políticos e organizações, “para fazer o enfrentamento da esfera legislativa e executiva com a criação de leis e a execução de políticas públicas que tragam mais reconhecimento à luta das mulheres”, ressaltou.

Título: Oficinas debatem mídia, internet e empoderamento das mulheres, Conteúdo: Através das Secretarias de Comunicação e da Mulher da CUT, Cunhã Coletivo Feminista, Articulação de Mulheres Brasileiras e Intervozes, foram realizadas nos dias 21 e 22 as oficinas Violência de Gênero na Internet” e A imagem da mulher na mídia. Ambas as atividades foram construídas dentro da Jornada de luta das mulheres, em celebração ao mês de março. A oficina Violência de Gênero na Internet, que contou com a facilitadora Mabel Dias, do Coletivo Brasil de Comunicação Social (Intervozes) foi realizada na comunidade Vale das Palmeiras, no projeto social casa Lilás, no bairro do Cristo, na última quarta-feira (21) e debateu a evolução e disseminação das ‘novas tecnologias’ da internet e os riscos de violações, já que a comunicação digital tem sido também um espaço de violências contras as mulheres. Para Mabel, as mulheres da Casa Lilás participaram bastante e puderam ter acesso a informações de como se proteger de violências que são cometidas contra as mulheres na Internet. Ela ainda destacou que diante a demanda colocada pela comunidade, outras oficinas serão realizadas como forma de ampliar e debater esse e demais temáticas dentro do ambiente comunitário. Já na quinta-feira (22), foi a vez de discutir a imagem da mulher na mídia, oficina que foi realizada na sede da CUT-PB pelas facilitadoras Lúcia Figueiredo, secretária de Comunicação e Emmanuela Nunes, assessora de Comunicação da CUT-PB. Na oportunidade, foi apresentada a identidade da mulher exposta pelos meios de comunicação, que fere e distorce a realidade da diversidade cultural, social e racial da mulher brasileira, onde se destacou que na mídia, o mito do belo se confunde com o estereótipo de beleza obrigatório. Na primeira parte da oficina, foi mostrado que no cenário midiático a mulher é  colocada em um padrão modelo - alta, magra, cabelos lisos e loiros, heterossexual e jovem. A proposta era despertar o pensamento crítico das participantes e fazê-las questionar: o que há por trás disso? A secretária de Comunicação da CUT-PB, Lúcia Figueiredo, revelou que é importante que as mulheres percebam a ausência de sua representação na mídia. “Como foi destacado na oficina, o olhar da mulher na mídia é destorcido, desfocado, porque é um olhar feito pelos homens, ou melhor, pelo capital, para as mulheres e não pelas mulheres, pois não retrata suas aspirações, seu pensamento, desejos e visão de mundo. Quem determina, na realidade, esse olhar, é o mercado”, explicou. Segundo Lúcia Figueiredo, para sair desse ciclo não existe uma solução isolada, ou seja, por parte do movimento de mulheres, de profissionais da comunicação. A saída tem que ser coletiva. “A luta pela democratização dos meios de comunicação é um dos principais instrumentos, embora nessa atual conjuntura política de retrocessos em todas as áreas tenhamos que reinventar outras formas de combates e que a mulher, seja profissional de comunicação ou ativista social, tente ocupar a mídia alternativa, que também ainda é majoritariamente ocupada por homens em seus comandos”, concluiu. Para a secretária de Mulher da CUT, Luzenira Linhares, a imagem distorcida que a mídia faz da mulher e essa ausência no comando dos veículos de comunicação também reflete em outros espaços de poder como na política, onde apenas 14% dos mandatos parlamentares são de mulheres. De acordo com ela é fundamental que além de debates, as mulheres possam se engajar cada vez mais nos partidos políticos e organizações, “para fazer o enfrentamento da esfera legislativa e executiva com a criação de leis e a execução de políticas públicas que tragam mais reconhecimento à luta das mulheres”, ressaltou.



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