Oficina “A imagem da mulher na mídia” é nesta quinta (22) na CUT-PB  

A atividade é aberta ao público e direcionada aos movimentos sociais e sindical, bem como toda a comunidade em geral.

Escrito por: ascom CUT-PB • Publicado em: 20/03/2018 - 15:08 • Última modificação: 20/03/2018 - 15:18 Escrito por: ascom CUT-PB Publicado em: 20/03/2018 - 15:08 Última modificação: 20/03/2018 - 15:18

Emmanuela Nunes

Em celebração ao mês da Jornada de Lutas das Mulheres, a secretária de Comunicação e de Mulheres da Central Única dos Trabalhadores da Paraíba (CUT-PB), em parceria com as entidades: Cunhã, Intervozes e a Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB), realizam nesta quinta-feira (22), às 14h, no auditório da Central, localizado na rua: Rodrigues de Aquino, n°609, a oficina “A imagem da mulher na mídia”. A atividade é aberta ao público e direcionada aos movimentos sociais e sindical, bem como toda a comunidade em geral.

Para a secretária de Mulheres da CUT-PB, Luzenira Linhares, em meio a onda conservadora neoliberal que se prolifera em todos os setores, se faz urgente o debate sobre os espaços da mulher na sociedade e na mídia. “Esse debate não é novo e nem se limita à questão de gênero. Ele vai muito mais além e compõe uma série de questões de cunho social, político e econômico ao qual as mulheres estão inseridas enquanto trabalhadoras e protagonistas de um país, que possui em sua maioria eleitoras mulheres, mas que apenas 14% são de lideranças femininas, de um total puramente masculino. Nesse sentido, a democracia é a única que sai perdendo, já que quanto mais postos do sexo feminino conquistarem poder na política, mais igualitário o nosso país se tornaria, uma vez que, mais preocupados os governos estariam em reduzir as diferenças entre homens e mulheres”, explicou.

Com o golpe, o processo de retirada de direitos e aprofundamento da crise político-social-econômica gerou reflexos negativos em toda a sociedade, principalmente nos meios de comunicação alternativos que davam vez e voz às mulheres. Blogs, sites e jornais que propagavam pautas específicas da questão da mulher na sociedade tiveram quedas em suas contribuições, o que levou a mídia alternativa a entrar num processo crítico de funcionamento.  Os retrocessos nas políticas públicas de incentivo ao audiovisual e aos investimentos nas mídias alternativas caíram drasticamente. Em contrapartida, as manchetes negativas ligadas toda luta democrática tiveram um desequilíbrio ostensivo, que acentuou ainda mais às medidas machistas do governo golpista de Michel Temer.

Neste cenário, Luzenira destaca a importância da participação massiva das mulheres na oficina. “Esse é um espaço significativo na luta e resistência das mulheres, principalmente na esfera da comunicação, que tanto regrediu e que precisa da participação ativa das mulheres denunciando e formando a opinião pública”, acrescentou.  

SAIBA MAIS

O perfil da mulher que prevalece na mídia é sempre jovem, branca, magra e de cabelo liso. Segundo pesquisa realizada pelo Instituto Patrícia Galvão em 100 municípios de todas as regiões do país, 65% dos entrevistados avaliam que esse modelo de beleza dos anúncios está bem distante da realidade das brasileiras e para 60% isso gera frustração naquelas que não se identificam com esse padrão. O estudo, que ouviu 1.501 pessoas, também mostrou que 51% gostariam de ver mais mulheres negras e 43% mais mulheres gordas.

 

Título: Oficina “A imagem da mulher na mídia” é nesta quinta (22) na CUT-PB  , Conteúdo: Em celebração ao mês da Jornada de Lutas das Mulheres, a secretária de Comunicação e de Mulheres da Central Única dos Trabalhadores da Paraíba (CUT-PB), em parceria com as entidades: Cunhã, Intervozes e a Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB), realizam nesta quinta-feira (22), às 14h, no auditório da Central, localizado na rua: Rodrigues de Aquino, n°609, a oficina “A imagem da mulher na mídia”. A atividade é aberta ao público e direcionada aos movimentos sociais e sindical, bem como toda a comunidade em geral. Para a secretária de Mulheres da CUT-PB, Luzenira Linhares, em meio a onda conservadora neoliberal que se prolifera em todos os setores, se faz urgente o debate sobre os espaços da mulher na sociedade e na mídia. “Esse debate não é novo e nem se limita à questão de gênero. Ele vai muito mais além e compõe uma série de questões de cunho social, político e econômico ao qual as mulheres estão inseridas enquanto trabalhadoras e protagonistas de um país, que possui em sua maioria eleitoras mulheres, mas que apenas 14% são de lideranças femininas, de um total puramente masculino. Nesse sentido, a democracia é a única que sai perdendo, já que quanto mais postos do sexo feminino conquistarem poder na política, mais igualitário o nosso país se tornaria, uma vez que, mais preocupados os governos estariam em reduzir as diferenças entre homens e mulheres”, explicou. Com o golpe, o processo de retirada de direitos e aprofundamento da crise político-social-econômica gerou reflexos negativos em toda a sociedade, principalmente nos meios de comunicação alternativos que davam vez e voz às mulheres. Blogs, sites e jornais que propagavam pautas específicas da questão da mulher na sociedade tiveram quedas em suas contribuições, o que levou a mídia alternativa a entrar num processo crítico de funcionamento.  Os retrocessos nas políticas públicas de incentivo ao audiovisual e aos investimentos nas mídias alternativas caíram drasticamente. Em contrapartida, as manchetes negativas ligadas toda luta democrática tiveram um desequilíbrio ostensivo, que acentuou ainda mais às medidas machistas do governo golpista de Michel Temer. Neste cenário, Luzenira destaca a importância da participação massiva das mulheres na oficina. “Esse é um espaço significativo na luta e resistência das mulheres, principalmente na esfera da comunicação, que tanto regrediu e que precisa da participação ativa das mulheres denunciando e formando a opinião pública”, acrescentou.   SAIBA MAIS O perfil da mulher que prevalece na mídia é sempre jovem, branca, magra e de cabelo liso. Segundo pesquisa realizada pelo Instituto Patrícia Galvão em 100 municípios de todas as regiões do país, 65% dos entrevistados avaliam que esse modelo de beleza dos anúncios está bem distante da realidade das brasileiras e para 60% isso gera frustração naquelas que não se identificam com esse padrão. O estudo, que ouviu 1.501 pessoas, também mostrou que 51% gostariam de ver mais mulheres negras e 43% mais mulheres gordas.  



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