Jornalistas e movimentos sociais articulam estratégias de enfrentamento aos discursos preconceituosos dos meios de comunicação

Durante reunião foram tiradas duas comissões de atuação

Escrito por: ascom CUT-PB • Publicado em: 09/06/2018 - 15:21 • Última modificação: 09/06/2018 - 15:37 Escrito por: ascom CUT-PB Publicado em: 09/06/2018 - 15:21 Última modificação: 09/06/2018 - 15:37

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Contra uma série de atentados aos direitos humanos e em defesa de uma comunicação que informe, eduque e cumpra seu papel social, enquanto concessão pública, jornalistas e movimentos sociais realizaram na manhã deste sábado (9) uma reunião para debater as estratégias de enfrentamento e combate aos crimes contra os direitos humanos nos meios de comunicação do estado da Paraíba. O caso mais recente, foi registrado no último dia 05, onde o apresentador do programa Cidade em Ação, Sikera Junior, da TV Arapuan, afiliada à Rede TV, fez comentários preconceituosos de cunho racista e machista contra a jovem negra Raiane Lins, que estava detida em uma delegacia de João Pessoa, chamando-a de “sebosa”, “vagabunda”, porque, segundo apontou o apresentador, a jovem não estava com as unhas pintadas.

Logo após a exibição, a jornalista e rapper feminista de João Pessoa, Kalyne Lima, postou em sua rede social um texto de repúdio à atitude machista, misógina e racista do referido apresentador e da empresa onde ele trabalha, e por exigir RESPEITO e ética com a produção televisiva, foi por ele também atacada de maneira violenta e preconceituosa.

Um protesto e uma grande mobilização foi realizada em frente à emissora na última sexta-feira (8). Durante o ato, uma comissão de mulheres de diversos segmentos se reuniu com a direção da empresa que se comprometeu a fazer uma retratação do caso, que será denunciado, segundo as entidades ao Ministério Público da Paraíba.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Na reunião realizada neste sábado, além do MPPB serão impetradas diversas ações civil público e coletivas, direcionadas à órgãos como o Ministério Público Federal por meio de entidades como o FNDC, FINDAC, CUT, Movimento de Mulheres, Sindicato dos Jornalistas e demais.

“Esse caso atingiu todas as mulheres do Brasil. A partir de agora temos que manter e estar em todas as frentes de mobilização”, ressaltou a importância da unidade das entidades sobre a luta pela garantia dos direitos humanos e da comunicação, o presidente do Sindicato dos Jornalistas da Paraíba, Land Seixas.

“Essa batalha de regulamentação dos meios de comunicação não é nova e nem está perto de ser vencida. É por isso que permanecemos na luta em defesa de uma comunicação democrática de fato”, salientou a coordenadora do FNDC-PB e secretária de Comunicação da CUT-PB, Lúcia Figueiredo.  

Dentre as demais deliberações foram retiradas as seguintes construções: conseguir a nível estadual, OAB e MPPB normatização de que nenhum meio de comunicação fira termo de ajustamento de conduta, para que se não cumprirem, arquem com as responsabilidades; acionar o ministério público federal em torno da reparação; pedido de retratação pública e retratação do profissional dentro do programa e outros espaços na programação da empresa para alertar e denunciar. Além do termo de ajustamento de conduta.

Para encaminhar essas iniciativas foram tiradas duas comissões, uma vai tratar de avaliar o que foi aprovado na Conferência Nacional de Comunicação como dispositivos que já regulamentam as iniciativas de controle social por meio de conselhos e órgãos de fiscalização e outra comissão tratará das ações que serão impetradas contra a empresa e o radialista.

Título: Jornalistas e movimentos sociais articulam estratégias de enfrentamento aos discursos preconceituosos dos meios de comunicação, Conteúdo: Contra uma série de atentados aos direitos humanos e em defesa de uma comunicação que informe, eduque e cumpra seu papel social, enquanto concessão pública, jornalistas e movimentos sociais realizaram na manhã deste sábado (9) uma reunião para debater as estratégias de enfrentamento e combate aos crimes contra os direitos humanos nos meios de comunicação do estado da Paraíba. O caso mais recente, foi registrado no último dia 05, onde o apresentador do programa Cidade em Ação, Sikera Junior, da TV Arapuan, afiliada à Rede TV, fez comentários preconceituosos de cunho racista e machista contra a jovem negra Raiane Lins, que estava detida em uma delegacia de João Pessoa, chamando-a de “sebosa”, “vagabunda”, porque, segundo apontou o apresentador, a jovem não estava com as unhas pintadas. Logo após a exibição, a jornalista e rapper feminista de João Pessoa, Kalyne Lima, postou em sua rede social um texto de repúdio à atitude machista, misógina e racista do referido apresentador e da empresa onde ele trabalha, e por exigir RESPEITO e ética com a produção televisiva, foi por ele também atacada de maneira violenta e preconceituosa. Um protesto e uma grande mobilização foi realizada em frente à emissora na última sexta-feira (8). Durante o ato, uma comissão de mulheres de diversos segmentos se reuniu com a direção da empresa que se comprometeu a fazer uma retratação do caso, que será denunciado, segundo as entidades ao Ministério Público da Paraíba.                       Na reunião realizada neste sábado, além do MPPB serão impetradas diversas ações civil público e coletivas, direcionadas à órgãos como o Ministério Público Federal por meio de entidades como o FNDC, FINDAC, CUT, Movimento de Mulheres, Sindicato dos Jornalistas e demais. “Esse caso atingiu todas as mulheres do Brasil. A partir de agora temos que manter e estar em todas as frentes de mobilização”, ressaltou a importância da unidade das entidades sobre a luta pela garantia dos direitos humanos e da comunicação, o presidente do Sindicato dos Jornalistas da Paraíba, Land Seixas. “Essa batalha de regulamentação dos meios de comunicação não é nova e nem está perto de ser vencida. É por isso que permanecemos na luta em defesa de uma comunicação democrática de fato”, salientou a coordenadora do FNDC-PB e secretária de Comunicação da CUT-PB, Lúcia Figueiredo.   Dentre as demais deliberações foram retiradas as seguintes construções: conseguir a nível estadual, OAB e MPPB normatização de que nenhum meio de comunicação fira termo de ajustamento de conduta, para que se não cumprirem, arquem com as responsabilidades; acionar o ministério público federal em torno da reparação; pedido de retratação pública e retratação do profissional dentro do programa e outros espaços na programação da empresa para alertar e denunciar. Além do termo de ajustamento de conduta. Para encaminhar essas iniciativas foram tiradas duas comissões, uma vai tratar de avaliar o que foi aprovado na Conferência Nacional de Comunicação como dispositivos que já regulamentam as iniciativas de controle social por meio de conselhos e órgãos de fiscalização e outra comissão tratará das ações que serão impetradas contra a empresa e o radialista.



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