CSI e CUT afirmam ao FMI: “reformas de Temer são retrocesso”

“Governo golpista atende os interesses do grande capital”, denunciam

Escrito por: Leonardo Severo / SRI-CUT • Publicado em: 12/05/2017 - 10:37 • Última modificação: 12/05/2017 - 10:57 Escrito por: Leonardo Severo / SRI-CUT Publicado em: 12/05/2017 - 10:37 Última modificação: 12/05/2017 - 10:57

Divulgação / SRI-CUT

A Confederação Sindical Internacional (CSI) e a Central Única dos Trabalhadores (CUT) afirmaram ao Fundo Monetário Internacional (FMI), nesta quarta-feira, que “as reformas de Temer representam um brutal retrocesso, porque assaltam a Previdência e os direitos trabalhistas no país que já é o campeão mundial da desigualdade”.

Em visita à sede da CUT nacional, os técnicos do FMI Alfredo Cuevas, Fabian Bornhorst e Bruno Saraiva disseram estar “colhendo informações junto ao governo, aos empresários e aos trabalhadores sobre como cada segmento está vendo as recentes reformas anunciadas”. E receberam como resposta um bombardeio de críticas e denúncias às ações golpistas, amparado numa longa lista de dados, demonstrando como tais medidas aprofundam o fosso já imenso entre pobres e ricos.

“Em primeiro lugar deixamos claro que este é um governo completamente ilegítimo, fruto de um golpe parlamentar que contou com apoio do judiciário, da mídia e da elite empresarial para adotar medidas que são rechaçadas pela ampla maioria da sociedade”, lembrou o presidente da CSI, João Felício. E acrescentou: “Temos a firme convicção de que o golpe foi dado para que este tipo de reforma fosse implementada, pois nenhum governo conseguiria ser eleito com propostas tão desumanas”.

Conforme esclareceu João Felício, “o caminho do desenvolvimento econômico e social passa por uma política que distribua renda e amplie a capacidade de investimento do Estado, ao contrário do que Temer está fazendo”. Ações como a taxação das grandes fortunas e heranças, assinalou, que também vão na contramão da cartilha do FMI.

“O FMI tem responsabilidade na crise que estamos vivendo com sua lógica de redução de direitos”, enfatizou Júlio Turra, dirigente da CUT nacional, apontando os desastrosos resultados da política de cortes nos gastos públicos imposta a países como Grécia, Portugal e Itália.

João Felicio e Júlio Turra destacaram que as propostas do governo Temer enfraquecem retiram direitos garantidos em lei e enfraquecem as organizações sindicais para potencializar os ganhos do capital. A reforma da Previdência, frisaram, pune a população mais pobre que entra no mercado de trabalho mais cedo.

Ao final do encontro, João Felício entregou aos representantes do FMI o artigo “Bolsa Rico 4.0 x Bolsa Pobre marcha à ré” (clique aqui para ler o artigo na íntegra), em que denuncia “a parasitagem de uma elite mesquinha”, “que tem se colocado de forma histérica contra qualquer política de distribuição de renda”, lembrando “alguns dos incentivos generosamente concedidos, pelos sucessivos governos, às custas do suor e do sangue do conjunto da classe trabalhadora”.

Título: CSI e CUT afirmam ao FMI: “reformas de Temer são retrocesso”, Conteúdo: A Confederação Sindical Internacional (CSI) e a Central Única dos Trabalhadores (CUT) afirmaram ao Fundo Monetário Internacional (FMI), nesta quarta-feira, que “as reformas de Temer representam um brutal retrocesso, porque assaltam a Previdência e os direitos trabalhistas no país que já é o campeão mundial da desigualdade”. Em visita à sede da CUT nacional, os técnicos do FMI Alfredo Cuevas, Fabian Bornhorst e Bruno Saraiva disseram estar “colhendo informações junto ao governo, aos empresários e aos trabalhadores sobre como cada segmento está vendo as recentes reformas anunciadas”. E receberam como resposta um bombardeio de críticas e denúncias às ações golpistas, amparado numa longa lista de dados, demonstrando como tais medidas aprofundam o fosso já imenso entre pobres e ricos. “Em primeiro lugar deixamos claro que este é um governo completamente ilegítimo, fruto de um golpe parlamentar que contou com apoio do judiciário, da mídia e da elite empresarial para adotar medidas que são rechaçadas pela ampla maioria da sociedade”, lembrou o presidente da CSI, João Felício. E acrescentou: “Temos a firme convicção de que o golpe foi dado para que este tipo de reforma fosse implementada, pois nenhum governo conseguiria ser eleito com propostas tão desumanas”. Conforme esclareceu João Felício, “o caminho do desenvolvimento econômico e social passa por uma política que distribua renda e amplie a capacidade de investimento do Estado, ao contrário do que Temer está fazendo”. Ações como a taxação das grandes fortunas e heranças, assinalou, que também vão na contramão da cartilha do FMI. “O FMI tem responsabilidade na crise que estamos vivendo com sua lógica de redução de direitos”, enfatizou Júlio Turra, dirigente da CUT nacional, apontando os desastrosos resultados da política de cortes nos gastos públicos imposta a países como Grécia, Portugal e Itália. João Felicio e Júlio Turra destacaram que as propostas do governo Temer enfraquecem retiram direitos garantidos em lei e enfraquecem as organizações sindicais para potencializar os ganhos do capital. A reforma da Previdência, frisaram, pune a população mais pobre que entra no mercado de trabalho mais cedo. Ao final do encontro, João Felício entregou aos representantes do FMI o artigo “Bolsa Rico 4.0 x Bolsa Pobre marcha à ré” (clique aqui para ler o artigo na íntegra), em que denuncia “a parasitagem de uma elite mesquinha”, “que tem se colocado de forma histérica contra qualquer política de distribuição de renda”, lembrando “alguns dos incentivos generosamente concedidos, pelos sucessivos governos, às custas do suor e do sangue do conjunto da classe trabalhadora”.



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