CARTA ABERTA DO MOVIMENTO SINDICAL AO PT PARAIBANO

Leia na íntegra:

Escrito por: reprodução • Publicado em: 09/05/2018 - 10:44 Escrito por: reprodução Publicado em: 09/05/2018 - 10:44

ascom CUT-PB

Vivemos dias de grande incerteza e de forte turbulência nacional, com a democracia brasileira sofrendo constantes ataques por parte das forças conservadoras e de perda de direitos da classe trabalhadora. Temos o Congresso Nacional mais conservador de toda a história republicana, composto por um contingente de parlamentares atolados na lama da corrupção. Quem governa o país é um projeto antagônico ao que foi autorizado pela maioria dos eleitores brasileiros, tendo à sua frente os partidos derrotados nas urnas em 2014, um presidente usurpador, que chegou ao poder por meio de uma conspiração contra uma presidenta legitimamente eleita. O país vive sob os efeitos de um golpe, tramado por forças obscuras, compostas pelos barões da mídia; por empresários sedentos pela destruição das leis que regulam o mundo do trabalho e para aniquilar a nossa previdência pública; por banqueiros ávidos pela ampliação dos seus lucros bilionários; por um judiciário parcial e politizado; e pelo capital internacional, interessado em destruir nossas riquezas oriundas das reservas petrolíferas, dos mananciais de água, e de todo o patrimônio do povo brasileiro.

Diante dessa conjuntura o movimento sindical não poderia se furtar de ocupar as ruas e de convocar os trabalhadores para lutarem e resistirem contra o retorno do projeto neoliberal, o qual em pouco mais de dois anos já foi capaz de produzir 13 milhões e setecentos mil desempregados, de permitir o retorno do país ao mapa da fome e de reeditar a fórmula concentradora de renda, que por séculos governou os destinos do nosso país, tendo transformado o Brasil em uma das nações mais desiguais do mundo.

O papel do movimento sindical tem sido, portanto, o de constante mobilização em defesa da democracia, assim como de lutar para garantir o direito legítimo à candidatura do presidente Lula, preso político, vítima da tentativa insana dos golpistas de evitar que a soberania popular seja reestabelecida.

Aqui na Paraíba, o movimento sindical, liderado pela CUT, aliado à Frente Brasil Popular e a diversos outros movimentos democráticos, resiste e luta pela ressignificação de nossa democracia, denunciando os golpistas, principalmente os que estão ludibriando os paraibanos, traindo os votos que lhes foram dados para trabalhar em favor do povo.

Por tais motivos é que nós, integrantes do movimento sindical, nos sentimos na obrigação de reivindicar do partido dos trabalhadores (PT), posições mais coerentes com as vozes das ruas, frente ao calendário eleitoral que se avizinha. Lembramos aos petistas que a criação desse partido político está historicamente associada à organização da luta operária e popular, assim como para destacar que, grande parte dos seus dirigentes e militantes, também são dirigentes sindicais e populares.

Em particular, o movimento sindical CUTista, aqui representado pelos que subscrevem a presente nota, cobra coerência e protagonismo político ao partido dos trabalhadores, a fim de evitar que o PT, um partido popular e de massas, que detém a maior bancada na câmara federal, e que possui uma militância extraordinária, comprovadamente o partido mais admirado do país, que tem em seus quadros o maior líder de esquerda da América Latina, o presidente Lula, líder das pesquisas presidenciais com ampla folga, caia na armadilha da política de coalizão, que poderá levá-lo a apoiar candidaturas majoritárias em nosso estado, encabeçadas por golpistas, ou que venha somar legenda para os atuais deputados federais e estaduais, e/ou futuros eleitos comprometidos com as reformas neoliberais, prejudiciais à sobrevivência da classe trabalhadora e ao desenvolvimento do país.

A possível inserção do PT numa chapa formada por dois candidatos ao senado e um candidato a vice-governador com históricos golpista, adeptos das reformas que estão destruindo os direitos dos trabalhadores, é incompatível com a responsabilidade que temos com as mobilizações socais recentes. E, muito embora reconheçamos o importante papel desempenhado e a coerência política do governador Ricardo Coutinho na resistência ao golpe, igualmente consideramos que o PT tem a obrigação de apresentar alternativas de candidaturas coerentes, merecedoras do voto dos trabalhadores e das trabalhadoras. E se, na chapa indicada pelo então governador não existir este espaço, que o PT assuma a responsabilidade de dialogar com as forças políticas de esquerda, e democráticas, na construção de uma aliança alternativa, ou ainda que, no limite, apresente candidaturas próprias, honrando o clamor de sua militância e dos movimentos sociais.

 

Paraíba, maio de 2018.

 

 

ASSINAM:

 Paulo Marcelo de Lima – Presidente da CUT PB/ Diretor do Sintricom

 Joel Carlos do Nascimento – Sec. Geral da CUT/PB e Coordenador do Setorial Sindical do PT/PB

Adalberto Alves – Direção do SINDTESP

Amanda Trajano – Direção do SINTRICOM

Ana Cristina Pereira – SEAAC/JP

Antônio Arruda – SINTEP/PB

Antônio Felipe – Direção do SINTRICOM

Antônio José – Direção do SINTRICOM

Aynê Chaves- Setorial Sindical do PT

Bernadete Guimarães - SINDSPREV/PB

Cícera Isabel – SINTEP/PB

Cleofas Batista - SINTEFEP/PB

Drauzio Rodrigues – Fed. Nac. dos Urbanitários/FNU

Edilson Ramos da Silva – SINDMETAL/CG

Edmilson da Silva – Direção do SINTRICOM

Edvaldo Faustino – SINTEP/PB

Elisabeth Rodrigues – SINTEP/PB

Emídio Diniz – SINDTESP

Fernando Cunha – ADUF-PB

Francisco Demontheir – Direção do SINTRICOM

Geuíza Maria – SINTEP/PB

Gilberto Paulino – Sec. De Finanças da CUT/PB

Guia Lima – SINTEP/PB

Jeane de Sousa – SINDTEXTIL/JP

Jessica Andrade – Direção do SINTRICOM

João Batista – SINTRAF/PB

João de Deus dos Santos – FETRACOM/PB-RN

Joaquim Feitosa – ADUF/PB

José dos Santos Farias – SINFESA/ STA. Rita

José Laurentino – Direção do SINTRICOM

José Santana – Direção do SINTRICOM

Josemar – SEESA/CG

Josivaldo Farias de Albuquerque – SEAAC/JP

Jurandir Pereira – SINTRAF/PB

Keila Maria Pimentel – SINTEP

Land Seixas – SINDJOR/PB

Leônia Gomes – SINTEP/PB

Lucia Figueiredo – SINDJOR/PB

Luiz Vieira – SINDTESP

Luzenira Linhares – FITRATELP

Magali Pontes – SINTRAF/PB

Marcelo Alves – SINTRAF/PB

Marcos Henriques – SINTRAF/PB e Vereador de João Pessoa

Marli Melo – SINDMETAL/CG

Milton Cavalcante Lins – SINDTESP

Paulo Cézar – SINTRAF/PB

Paulo Tavares – Sec. do Org. da CUT/PB Dirigente do SINTEP

Paulo Xavier – SINTEP/PB

Pedro Ferreira – Direção do SINTRICOM

Potóia – SINTEP-PB

Professor Mendes – SINTEP/PB

Rogério Braz de Oliveira – SINECOM/JP

Rogério Lucena – SINTRAF/PB

Rosilda Vieira – SINTTEL/PB

Sebastião dos Santos – Direção do SINTRICOM

Sebastião José dos Santos – SIMPUC/PB

Severino Urbano - SINTEFEP/PB

Socorro Ramalho – SINTEP/PB

Soraia Cordeiro – SINTEP/PB

Suênia Costa Vieira – SINTTEL/PB

Valdemir da Paz – Direção do SINTRICOM

Valdez Belarmino – SIDVIG/CG

Vera Level – SINDSPREV/PB

Viviane Miranda – Setorial Sindical PT

Wallace Oliveira – SINTTEL/PB

Wladimir – Sind. Munc. Cruz Esp. Santo

Zé Mário – SINTEM/JP

Almir Nóbrega - SindFisco Paraíba

Título: CARTA ABERTA DO MOVIMENTO SINDICAL AO PT PARAIBANO, Conteúdo: Vivemos dias de grande incerteza e de forte turbulência nacional, com a democracia brasileira sofrendo constantes ataques por parte das forças conservadoras e de perda de direitos da classe trabalhadora. Temos o Congresso Nacional mais conservador de toda a história republicana, composto por um contingente de parlamentares atolados na lama da corrupção. Quem governa o país é um projeto antagônico ao que foi autorizado pela maioria dos eleitores brasileiros, tendo à sua frente os partidos derrotados nas urnas em 2014, um presidente usurpador, que chegou ao poder por meio de uma conspiração contra uma presidenta legitimamente eleita. O país vive sob os efeitos de um golpe, tramado por forças obscuras, compostas pelos barões da mídia; por empresários sedentos pela destruição das leis que regulam o mundo do trabalho e para aniquilar a nossa previdência pública; por banqueiros ávidos pela ampliação dos seus lucros bilionários; por um judiciário parcial e politizado; e pelo capital internacional, interessado em destruir nossas riquezas oriundas das reservas petrolíferas, dos mananciais de água, e de todo o patrimônio do povo brasileiro. Diante dessa conjuntura o movimento sindical não poderia se furtar de ocupar as ruas e de convocar os trabalhadores para lutarem e resistirem contra o retorno do projeto neoliberal, o qual em pouco mais de dois anos já foi capaz de produzir 13 milhões e setecentos mil desempregados, de permitir o retorno do país ao mapa da fome e de reeditar a fórmula concentradora de renda, que por séculos governou os destinos do nosso país, tendo transformado o Brasil em uma das nações mais desiguais do mundo. O papel do movimento sindical tem sido, portanto, o de constante mobilização em defesa da democracia, assim como de lutar para garantir o direito legítimo à candidatura do presidente Lula, preso político, vítima da tentativa insana dos golpistas de evitar que a soberania popular seja reestabelecida. Aqui na Paraíba, o movimento sindical, liderado pela CUT, aliado à Frente Brasil Popular e a diversos outros movimentos democráticos, resiste e luta pela ressignificação de nossa democracia, denunciando os golpistas, principalmente os que estão ludibriando os paraibanos, traindo os votos que lhes foram dados para trabalhar em favor do povo. Por tais motivos é que nós, integrantes do movimento sindical, nos sentimos na obrigação de reivindicar do partido dos trabalhadores (PT), posições mais coerentes com as vozes das ruas, frente ao calendário eleitoral que se avizinha. Lembramos aos petistas que a criação desse partido político está historicamente associada à organização da luta operária e popular, assim como para destacar que, grande parte dos seus dirigentes e militantes, também são dirigentes sindicais e populares. Em particular, o movimento sindical CUTista, aqui representado pelos que subscrevem a presente nota, cobra coerência e protagonismo político ao partido dos trabalhadores, a fim de evitar que o PT, um partido popular e de massas, que detém a maior bancada na câmara federal, e que possui uma militância extraordinária, comprovadamente o partido mais admirado do país, que tem em seus quadros o maior líder de esquerda da América Latina, o presidente Lula, líder das pesquisas presidenciais com ampla folga, caia na armadilha da política de coalizão, que poderá levá-lo a apoiar candidaturas majoritárias em nosso estado, encabeçadas por golpistas, ou que venha somar legenda para os atuais deputados federais e estaduais, e/ou futuros eleitos comprometidos com as reformas neoliberais, prejudiciais à sobrevivência da classe trabalhadora e ao desenvolvimento do país. A possível inserção do PT numa chapa formada por dois candidatos ao senado e um candidato a vice-governador com históricos golpista, adeptos das reformas que estão destruindo os direitos dos trabalhadores, é incompatível com a responsabilidade que temos com as mobilizações socais recentes. E, muito embora reconheçamos o importante papel desempenhado e a coerência política do governador Ricardo Coutinho na resistência ao golpe, igualmente consideramos que o PT tem a obrigação de apresentar alternativas de candidaturas coerentes, merecedoras do voto dos trabalhadores e das trabalhadoras. E se, na chapa indicada pelo então governador não existir este espaço, que o PT assuma a responsabilidade de dialogar com as forças políticas de esquerda, e democráticas, na construção de uma aliança alternativa, ou ainda que, no limite, apresente candidaturas próprias, honrando o clamor de sua militância e dos movimentos sociais.   Paraíba, maio de 2018.     ASSINAM:  Paulo Marcelo de Lima – Presidente da CUT PB/ Diretor do Sintricom  Joel Carlos do Nascimento – Sec. Geral da CUT/PB e Coordenador do Setorial Sindical do PT/PB Adalberto Alves – Direção do SINDTESP Amanda Trajano – Direção do SINTRICOM Ana Cristina Pereira – SEAAC/JP Antônio Arruda – SINTEP/PB Antônio Felipe – Direção do SINTRICOM Antônio José – Direção do SINTRICOM Aynê Chaves- Setorial Sindical do PT Bernadete Guimarães - SINDSPREV/PB Cícera Isabel – SINTEP/PB Cleofas Batista - SINTEFEP/PB Drauzio Rodrigues – Fed. Nac. dos Urbanitários/FNU Edilson Ramos da Silva – SINDMETAL/CG Edmilson da Silva – Direção do SINTRICOM Edvaldo Faustino – SINTEP/PB Elisabeth Rodrigues – SINTEP/PB Emídio Diniz – SINDTESP Fernando Cunha – ADUF-PB Francisco Demontheir – Direção do SINTRICOM Geuíza Maria – SINTEP/PB Gilberto Paulino – Sec. De Finanças da CUT/PB Guia Lima – SINTEP/PB Jeane de Sousa – SINDTEXTIL/JP Jessica Andrade – Direção do SINTRICOM João Batista – SINTRAF/PB João de Deus dos Santos – FETRACOM/PB-RN Joaquim Feitosa – ADUF/PB José dos Santos Farias – SINFESA/ STA. Rita José Laurentino – Direção do SINTRICOM José Santana – Direção do SINTRICOM Josemar – SEESA/CG Josivaldo Farias de Albuquerque – SEAAC/JP Jurandir Pereira – SINTRAF/PB Keila Maria Pimentel – SINTEP Land Seixas – SINDJOR/PB Leônia Gomes – SINTEP/PB Lucia Figueiredo – SINDJOR/PB Luiz Vieira – SINDTESP Luzenira Linhares – FITRATELP Magali Pontes – SINTRAF/PB Marcelo Alves – SINTRAF/PB Marcos Henriques – SINTRAF/PB e Vereador de João Pessoa Marli Melo – SINDMETAL/CG Milton Cavalcante Lins – SINDTESP Paulo Cézar – SINTRAF/PB Paulo Tavares – Sec. do Org. da CUT/PB Dirigente do SINTEP Paulo Xavier – SINTEP/PB Pedro Ferreira – Direção do SINTRICOM Potóia – SINTEP-PB Professor Mendes – SINTEP/PB Rogério Braz de Oliveira – SINECOM/JP Rogério Lucena – SINTRAF/PB Rosilda Vieira – SINTTEL/PB Sebastião dos Santos – Direção do SINTRICOM Sebastião José dos Santos – SIMPUC/PB Severino Urbano - SINTEFEP/PB Socorro Ramalho – SINTEP/PB Soraia Cordeiro – SINTEP/PB Suênia Costa Vieira – SINTTEL/PB Valdemir da Paz – Direção do SINTRICOM Valdez Belarmino – SIDVIG/CG Vera Level – SINDSPREV/PB Viviane Miranda – Setorial Sindical PT Wallace Oliveira – SINTTEL/PB Wladimir – Sind. Munc. Cruz Esp. Santo Zé Mário – SINTEM/JP Almir Nóbrega - SindFisco Paraíba



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