“A urna me absolverá”. A defesa de Lula é diante do povo

Nenhum homem inocente pode ser condenado sem um protesto

Escrito por: Fernando Brito, Tijolaço  • Publicado em: 08/01/2018 - 15:10 Escrito por: Fernando Brito, Tijolaço  Publicado em: 08/01/2018 - 15:10

Divulgação

Muito boa a iniciativa de Lula em pedir para ser ouvido no “julgamento” a que será submetido no dia 24, no TRF-4. Nenhum homem inocente pode ser condenado sem um protesto. O silêncio, a menos que imposto, seria quase uma confissão de culpa e, pior, a submissão do réu a um processo ilegítimo.

Os “sabe-tudo” da mídia se apressarão a falar que Lula quer transformar o julgamento num “espetáculo midiático”, como se eles, os procuradores da Lava Jato e Sérgio Moro não tivessem feito isso o tempo todo. Lula tem o direito de poder encarar seus algozes e falar.

Há um limite para que um ser humano possa ser representado apenas por um advogado e não possa se defender pessoalmente. Este limite é o cadafalso, neste caso político, a que ele está sendo levado. Qualquer um sabe que Lula não está sendo levado a um julgamento, mas a uma execução. Ou alguém acha que há a menor possibilidade de Lula ser absolvido, embora toda a técnica jurídica apontasse nesse sentido?

Qualquer um sabe que, no Brasil de hoje, juiz de tribunal – em tese, superior – tem o dever de se vergar a Sérgio Moro. É portanto, a condenação em que não se permitirá que o ‘condenado’ faça a sua defesa? É o mínimo a exigir que uma sessão de ‘julgamento’ público  deva ser público da única maneira que um julgamento destes pode sê-lo, com transmissão pela TV.

Luis Roberto Barroso e Gilmar Mendes não podem fazer suas ‘performances’ pela TV Justiça? Por que um homem que está lutando por sua vida e sua liberdade não o poderia? A história, nos massacres judiciais, guarda o nome das vítimas e esquece o dos algozes que, a rigor, não são os desembargadores compelidos a ratificar. É provável que neguem o pedido de Lula, tão provável quanto não permitam que o Brasil veja o julgamento. Não é raro que ajam assim os “homens da transparência”.

Para eles, a autoridade se confunde com a usurpação dos que julgam, mas crêem que não devem ser julgados, como convém aos que se acham deuses, De todo modo, ver-se-á quem quer agir à luz do dia e os que querem que, a portas fechadas ao povão, se defina arbitrariamente o futuro do Brasil.

Desde a votação das Diretas-Já a gente conhece o final deste script do silêncio

 

 

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Título: “A urna me absolverá”. A defesa de Lula é diante do povo, Conteúdo: Muito boa a iniciativa de Lula em pedir para ser ouvido no “julgamento” a que será submetido no dia 24, no TRF-4. Nenhum homem inocente pode ser condenado sem um protesto. O silêncio, a menos que imposto, seria quase uma confissão de culpa e, pior, a submissão do réu a um processo ilegítimo. Os “sabe-tudo” da mídia se apressarão a falar que Lula quer transformar o julgamento num “espetáculo midiático”, como se eles, os procuradores da Lava Jato e Sérgio Moro não tivessem feito isso o tempo todo. Lula tem o direito de poder encarar seus algozes e falar. Há um limite para que um ser humano possa ser representado apenas por um advogado e não possa se defender pessoalmente. Este limite é o cadafalso, neste caso político, a que ele está sendo levado. Qualquer um sabe que Lula não está sendo levado a um julgamento, mas a uma execução. Ou alguém acha que há a menor possibilidade de Lula ser absolvido, embora toda a técnica jurídica apontasse nesse sentido? Qualquer um sabe que, no Brasil de hoje, juiz de tribunal – em tese, superior – tem o dever de se vergar a Sérgio Moro. É portanto, a condenação em que não se permitirá que o ‘condenado’ faça a sua defesa? É o mínimo a exigir que uma sessão de ‘julgamento’ público  deva ser público da única maneira que um julgamento destes pode sê-lo, com transmissão pela TV. Luis Roberto Barroso e Gilmar Mendes não podem fazer suas ‘performances’ pela TV Justiça? Por que um homem que está lutando por sua vida e sua liberdade não o poderia? A história, nos massacres judiciais, guarda o nome das vítimas e esquece o dos algozes que, a rigor, não são os desembargadores compelidos a ratificar. É provável que neguem o pedido de Lula, tão provável quanto não permitam que o Brasil veja o julgamento. Não é raro que ajam assim os “homens da transparência”. Para eles, a autoridade se confunde com a usurpação dos que julgam, mas crêem que não devem ser julgados, como convém aos que se acham deuses, De todo modo, ver-se-á quem quer agir à luz do dia e os que querem que, a portas fechadas ao povão, se defina arbitrariamente o futuro do Brasil. Desde a votação das Diretas-Já a gente conhece o final deste script do silêncio     TAGs Relacionadas: Lula TRF-4



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